Lubrificante para Corrente

Soluções em lubrificante para corrente em diversas aplicações

Correntes de motocicletas, bicicletas, motoserras e outros, devem ser lubrificadas para protegê-las contra o desgaste prematuro e contra a corrosão. As peças a serem lubrificadas incluem: rodas dentadas, pinos, buchas e roletes das correntes. O lubrificante para corrente deve ser suficientemente fluido para penetrar entre os pinos e buchas e suficientemente viscoso para evitar que respingue e seja desalojado pela força centrífuga ao passar pelas rodas dentadas.

Lubrificante para correnteAtendemos à estes requisitos da seguinte maneira: pela adição de solventes altamente voláteis (inclusive gás liquefeito) para reduzir a viscosidade para a penetração entre os pinos e buchas e rápida evaporação do solvente para aumento da viscosidade e pela adição de aditivos pegajosos que evitam o desalojamento excessivo do óleo pela força centrífuga.

Em alguns casos aditivamos o lubrificante com grafite em pó ou bissulfeto de molibdênio para maior proteção contra o atrito. A viscosidade normalmente corresponde à de um óleo ISO BG 220. Oferecemos  também lubrificante spray para melhor aplicabilidade.

Escolha entre as opções abaixo entre óleos e graxa para corrente:


Técnica de lubrificação

 

Através da alta pressão superficial e baixas velocidades de deslizamento, a formação da pelícuLubrificante para correntela lubrificante hidrodinâmica somente é possível através do deslocamento lateral do lubrificante. Devido a isso, as correntes trabalham, na sua maioria na faixa do atrito misto, exceto, sejam alimentadas continuamente com excesso de lubrificante sobre o ponto do contato de atrito.
Assim, acontece uma transmissão de força, na maior parte das vezes, através do lubrificante, como também através de contato de corpo sólido. Através da aplicação de lubrificantes especiais, pode ser reduzido o contato de corpos sólidos e assim será reduzido ao mínimo desgaste, especialmente quando para o amaciamento for usado um AF-Coating.

Minimização do desgaste através de lubrificantes especiais

Desgaste em correntes é reconhecido pelo alongamento da corrente, causado por um desgaste nos pontos de atrito entre pinos e buchas levando a um alongamento da corrente.
O alongamento da corrente gerado através do desgaste não poderá ultrapassar, em qualquer caso, 3%. Caso contrário, acontecem diferenças de passo entre os elos da corrente, que em cargas elevadas geram tensões e momentos de atrito adicionais sobre os dentes da roda dentada e da corrente.

Processo de desgaste e suas causas

Em acionamentos de correntes com altas cargas, são usados para a minimização de desgaste, lubrificantes altamente viscosos, como por exemplo, MOLYKOTE MKL-N. As viscosidades do óleo básico dos lubrificantes para correntes constam na tabela de seleção de lubrificantes no final deste capítulo.

Além disso, são usados lubrificantes sólidos (MoS2, grafite coloidal) como aditivos. Como um dos critérios principais, deve ser levada em consideração a temperatura de utilização. As faixas de temperaturas também constam na tabela de seleção de lubrificantes. A redução da viscosidade com o aumento da temperatura significa que, devido a um maior atrito entre os corpos sólidos, ocorre um aumento de desgaste entre pinos e buchas, reduzindo significativamente a vida útil das correntes. Óleos minerais não podem mais ser aplicados em temperaturas elevadas, pois a partir de 120ºC aparecem efeitos de resinificação que podem influenciar na flexibilidade da corrente. Devido a isto, são utilizados em faixas de temperaturas elevadas, óleos sintéticos por possuírem um melhor índice de viscosidade, como por exemplo, MOLYKOTE M 30.

Os valores de desgaste no amaciamento ( duração de teste, 100 horas de funcionamento) de dois lubrificantes de correntes em duas velocidades de correntes diferentes , constam na tabela de seleção de lubrificantes.
A condição de desgaste maior com MOLYKOTE Omnigliss é causada devido a baixa viscosidade do óleo. A área de aplicação deste lubrificante, por este causa, se restringe a faixa de cargas médias.

Para correntes em baixas velocidades ( velocidade de teste 0,5m/s) o MOLYKOTE MKL-N mostra bons resultados de amaciamento ( duração do teste, 100 h de funcionamento) devido a sua altíssima viscosidade. Os solventes presentes garantem uma boa capacidade de penetração e umedecimento. Os aditivos melhoradores de aderência são responsáveis pela permanência no ponto de lubrificação, mesmo com forças centrífugas muito altas nos pontos de desvio da corrente ( pinhão e roda de corrente).