Comunicamos que sairemos de ferias coletivas do dia 25/12/2017 e retornaremos em 08/01/2018.

Lubrificantes Automotivos



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admin
01 setembro 17
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Funções Principais

Os lubrificantes automotivos para motores têm as seguintes funções principais:

  • Reduzir a resistência causada pelo atrito.

Lubrificantes Automotivos

O óleo deve ter uma viscosidade não muito alta para atingir rapidamente as partes mais altas do motor no momento da partida a frio, através do bombeamento. A viscosidade muito alta também atrapalha a rotação mínima necessária para a partida (em torno de 60 rpm).

Em altas temperaturas o lubrificante deve manter o mínimo de viscosidade para não haver quebra da película separadora de atrito.

  • Proteger contra a corrosão.

A decomposição do combustível (principalmente gasolina e diesel) gera subprodutos corrosivos como HBr e HCl. O lubrificante precisa neutralizar estes agentes para proteger as peças metálicas.

  • Contribuir para o resfriamento.

Nos pistões e mancais a passagem do óleo também ajuda a refrigerar estas áreas. No topo do pistão a temperatura pode chegar a 370 Graus. Portanto o lubrificante deve ter boa estabilidade térmica.

  • Limpeza através dos filtros de óleo.

Durante o funcionamento do motor, entram em contato com o óleo poeira, fuligem, sais de chumbo, entre outros. O óleo deve ter a capacidade manter tais agentes em suspensão (através de sua capacidade dispersante) para que o filtro do óleo possa eliminar e reter tais impurezas.

  • Vedação.

Na área dos anéis do pistão, o óleo lubrificante deve ajudar a vedar e separar as câmaras de combustão do tanque de óleo.

Orgãos que Definem Padrão de Desempenho

SAE: Society of Automotive Engineers – Define a necessidade.

API: American Petroleum Institute – Desenvolve a linguagem para o consumidor

ASTM: American Society for Testing of Materials – Define os métodos de ensaio e limites de desempenho.

As autoridades militares americanas também emitem especificações aceitas pelo mercado, são denominadas MiL.

Exemplo de Classificação

Um óleo lubrificante classificado como SAE 15W/40 diz ao usuário:

Trata-se de um lubrificante Multigrau ou Multiviscoso (15W/40) – se adapta bem às mudanças de temperatura.
15 é sua viscosidade em temperaturas baixas (Winter) e 40 é sua viscosidade quando o motor está em funcionamento normal.

Como trocar o óleo lubrificante?

Toda troca de óleo (óleo de motor, engrenagens, fluido hidráulico) deve ser feita com o óleo quente, após o carro ter rodado o suficiente para atingir a temperatura normal de trabalho.

Após a remoção dos bujões de dreno do óleo, deve se deixar escorrer por 10 minutos. O carro deve estar em posição nivelada para o escorrimento total do óleo.

Alguns podem utilizar uma bomba sugadora através do orifício da vareta do óleo, porém tal procedimento não retira com eficiência o óleo do cárter.

Os óleos mais modernos dispensam o uso do Flush (lavagem interna do motor).

Segue-se uma troca dos filtros de óleo. Também pode ser feita uma inspeção nos bujões de drenagem dotados de imãs, para averiguar eventual presença de partículas metálicas.

O óleo novo é introduzido na parte de cima do motor.

O óleo antigo deve ser entregue em algum ponto de coleta, onde será re-refinado.

Por que trajetos curtos prejudicam mais o motor do que percursos longos?

Um percurso de apenas 10 KM prejudica o motor  mais do que um percurso de 30 KM. Por que?
Porque o motor está completamente aquecido apenas após 25 KM. O que acontece? Em viagens curtas, água condensada e combustível não queimado contaminam o óleo e não evaporam completamente. O resultado é a formação de ferrugem e ácidos corrosivos.
As superfícies dos cilindros são as mais susceptíveis à ferrugem resultando em rápido desgaste.

Todo carro consome um pouco de óleo?

Sim, qualquer motor em bom estado de conservação consome (queima) um pouco de óleo, na ordem de 1 a 2 g/CV/h nos motores modernos. O consumo de óleo é necessário pois uma pequena quantidade de óleo deve passar pelos anéis de pistão para lubrificar a superfície do cilindro que vai até o ponto alcançado pelo primeiro anel, quando o pistão está no ponto morto superior. Esta parte encontra se dentro da câmara de combustão e é atingida pela queima do combustivel e assim o óleo queima junto no processo. As vezes o consumo de óleo pode ser mascarado, se o óleo for contaminado com combustível não queimado. Assim o nível de óleo parece o mesmo, quando na verdade o que se tem é um óleo contaminado com combustível.

Queima lubrificante automotivo

Para se verificar o nível de óleo corretamente, deve-se manter o veículo em lugar nivelado, com as pressões dos pneus e cargas dentro do carro iguais, e aguardar um pouco para que todo o óleo tenha descido para o cárter.

Causas para o aumento do consumo de óleo:

– operação incorreta do veículo durante o período de amaciamento: o motor foi amaciado com óleo lubrificante automotivo inadequado que não permitiu o desgaste controlado da superfície do cilindro.
– cargas do regime de operação muito elevadas contribuem para o consumo excessivo de óleo.
– mau aproveitamento do torque do motor (preguiça em passar a marcha no momento certo).
– vedações e juntas defeituosas.
– obstrução na ventilação do cárter.
– nível de óleo muito elevado. Se o nível é muito elevado, o consumo de óleo é maior do que se o nível é perto do limite inferior. Assim uma preocupação excessiva com o nível de óleo acarreta numa queima maior de óleo, quando se mantém o nível quase em seu limite.
– óleo lubrificante inadequado ou com viscosidade não recomendada pelo fabricante.
– bomba de óleo com pressão muito elevada. Válvulas limitadoras desreguladas.
– filtro de ar entupido.
– Entre outras.