Comunicamos que sairemos de ferias coletivas do dia 25/12/2017 e retornaremos em 08/01/2018.

Graxa Industrial



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admin
23 outubro 16
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Características da Graxa Industrial

Uma graxa industrial pode ser definida como um material sólido/semi-sólido obtido a partir da mistura de um lubrificante líquido (óleo básico) com um agente espessante (comumente chamado de sabão) e aditivos para otimização de performance.

O óleo básico de uma graxa lubrificante possui a finalidade de lubrificar o sistema no qual é aplicado. Logo, o sabão espessante tem a função de evitar o vazamento do óleo básico durante a utilização da graxa, pois possui comportamento similar ao de uma esponja: sendo os sabões espessantes substâncias fibrosas, todas as suas cavidades ficam preenchidas com o óleo básico.

 

Óleo base

 

Uma graxa lubrificante pode ser constituída de óleo mineral (derivado diretamente do petróleo) ou óleos sintéticos tais como óleo diester, óleo de silicone, óleo de hidrocarbonetos sintéticos, entre outros obtidos através de processos industriais de produção de óleos. As propriedades da graxa são determinadas, principalmente, pelo tipo de óleo base empregado na fabricação, pois as características físico-químicas do óleo básico determinam se o lubrificante suportará, por exemplo, baixas ou altas cargas e baixas ou altas temperaturas.

 

Espessantes

 

Os espessantes são misturados juntamente com o óleo base para manter o estado semi-sólido das graxas. Podem possuir as seguintes características: sabão metálico, espessantes inorgânicos e espessantes orgânicos.

Os sabões metálicos são obtidos a partir da reação entre um ácido graxo com uma base metálica, sendo o sabão de lítio o mais comum presente nas graxas lubrificantes. A bentonita é o espessante inorgânico que possui maior utilização, enquanto as poliuréias são os espessantes orgânicos mais comumente utilizados.

Características especiais tais como o limite de temperatura, estabilidade mecânica e resistência à água dependem, em grande parte, do tipo do espessante utilizado. Como exemplo, uma graxa a base de sabão de sódio é possui baixa resistência à água enquanto as graxas que utilizam poliuréia possuem propriedades superiores em condições de alta temperatura. Uma outra forma de fazer com que as graxas tenham maior resistência ao calor, é fabricar graxas com aditivação de teflon. Falaremos mais dos aditivos abaixo.

 

Aditivos

 

Os aditivos são adicionados às graxas lubrificantes com o objetivo de melhorar as propriedades e desempenho desses produtos. Por exemplo, para aplicações onde há vibração e cargas elevadas, graxas com sólidos lubrificantes como o bissulfeto de molibdênio – MoS2 – são empregadas com sucesso, pois esse sólido lubrificante possui resistência a altas cargas e, também, ajuda a minimizar o desgaste e vibração por parte do equipamento lubrificado. Em outros casos, como altas temperaturas, os aditivos antioxidades possuem um papel fundamental no tempo de vida útil da graxa.
Como aditivos sólidos, também podemos citar o grafite e o cobre. Existem também aditivos químicos líquidos, como os chamados EP (extrema pressão).

Os aditivos de extrema pressão agem, como o próprio nome disse, nos locais onde há um grande peso momentâneo, em uma área pequena da face metálica. A grande pressão no ponto gera calor, que é o gatilho para que o aditivo EP entre em ação e reaja quimicamente com a superfície metálica, gerando uma substância química lubrificante microscópica, que separa os dois pontos de metal, evitando que se toquem, e claro, dessa forma reduzindo o atrito.

 

PRINCIPAIS CARACTERISTICAS FISICO-QUÍMICAS DAS GRAXAS LUBRIFICANTES

 Consistência

 

A consistência é uma das principais características que a graxa possui. Baseada na quantidade e no tipo de espessante a graxa se torna mais macia (menos consistente) ou grossa (mais consistente). Além disso, outros fatores como aditivos ou viscosidade do óleo base influenciam na consistência da graxa da mesma forma.

A consistência de uma graxa é obtida através do valor obtido no teste de penetração. A penetração de uma graxa lubrificante é a profundidade (em décimos de milímetro) na qual um cone padrão, que penetra em uma amostra de graxa, sob condições definidas de tempo e temperatura.

Ponto de Gota

Indica a faixa de temperatura em que a graxa passa do estado semi-sólido para o estado líquido sob as condições específicas do teste em laboratório. Esta é uma medida da resistência da graxa ao calor, porém este teste não indicará a máxima temperatura de trabalho da graxa. O ponto de gota de uma graxa dependerá do sistema de espessante utilizado e é frequentemente  utilizado para controlar a qualidade do produto.